Escola é…

Escola é…

o lugar onde se faz amigos,
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos…
escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda,
o coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente, que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados”.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que
não tem amizade a ninguém, nada de ser como o
tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se “amarrar nela”!
Ora, é lógico…
numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se, ser feliz!

Paulo Freire

 O Espaço Escola

A Escola pode ser considerada com diferentes óticas, dependendo do contexto histórico em que está inserida. Num perfil atual, levando-se em conta o desenvolvimento tecnológico, a liberdade de expressão que a sociedade de um modo geral legitima, bem como alunos e professores como personagens ativos, co-participantes e integradores do ato de aprender, é necessário um vislumbrar diferenciado sobre o espaço Escola. Deve ser considerado como promotora do “ensino das letras”, ou seja, ensina a ler e escrever? Ou ainda deve ser entendida como local para “dar Educação” para os alunos? E assim, que “Educação” é esta? A Escola, pode, ainda servir para “disciplinar” o aluno? Para preparar para o trabalho?

Questões como estas levantam aspectos relevantes para caracterizar que Escola queremos, ou melhor, que Escola devemos ter na contemporaneidade – uma instituição capaz de promover ações que abarquem as características abaixo –

Desenvolvimento cognitivo: trata-se do processo de conhecer algo, o que implica em aperfeiçoar conhecimentos que se tenha ou agregar novidades.

Desenvolvimento afetivo-emocional: conhecimento de si mesmo, perceber-se dentro de limites e possibilidades – potenciais a serem desenvolvidos.

Desenvolvimento motor: percepção das capacidades físicas, bem como seu desenvolvimento.

Convívio social: sociabilidade com os colegas, integração, perceber-se no tempo e espaço, na sociedade onde vive, contextualização.

Plano profissional: fazer com que o aluno perceba o trabalho como forma de ação do homem na construção do mundo, cultura.

O que os especialistas sugerem sobre a Escola

      Georges Snyders = professor da Universidade de Paris, escreve sobre a alegria na escola, do ponto de vista do educando.

Para ele, a escola sempre irá propiciar divergências entre professores e alunos, por conta dos diferentes interesses, deferentes maneiras de ser, gostos, desacordo de idades, etc. E ainda corre-se o risco do professor estar “fechado no passado” e os alunos, “abertos” ao futuro.

      Neidson Rodrigues = foi Secretário da Educação de Minas Gerais. Para ele, a escola tem como função principal o preparo para a cidadania, para a “modernidade”. Pedagogia proposta por ele: “Escola Necessária” = democrática, que prepara para a democracia, para as deliberações coletivas.

      José Carlos Libâneo = professor da Universidade Federal de Goiás, escreve sobre Didática = formação de professores = magistério. A atividade educativa, para ela, acontece nas mais diferentes esferas da vida social – família, igreja, instituições educacionais, empresas, meios de comunicação de massa, etc. Desta forma, o processo educativo na escola “é socialmente condicionado” pelas relações sociais desenvolvidas em seu interior.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MASETTO, Marcos. DIDÁTICA: A Aula como Centro, 3ºEd. São Paulo: FTD, 1996

Sobre walkiriaroque

Adolescente em conflito com a lei (Socioeducação), especialista em Psicopedagogia e graduação em Pedagogia. Cursou o PROFA - Programa de Formação de Professores Alfabetizadores e ainda o Magistério, no CEFAM - período integral. Atua na área da Educação há 24 anos. Tem experiência no Ensino Fundamental desde 1999, como Docente, Diretora, Coordenadora Pedagógica e Supervisora de Ensino. No Ensino Superior, atua desde 2005, na Graduação e Pós-graduação, como Docente, Coordenadora de Curso, Supervisora de estágios e Diretora geral de Unidade. Foi membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Taboão da Serra / SP, representante governamental da Educação, no período de 2013 a 2015. Desde julho de 2018, faz parte do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - BASis, na área de Cursos de Graduação do SINAES. Atualmente é Coordenadora Pedagógica no IBFC e cursa a Pós-Graduação Conciliação e Mediação de Conflitos. Principais habilidades: gerenciamento de conflitos, liderança, capacidade para lidar com prazos e metas, postura adequada, comprometimento com resultados.
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Uma resposta para Escola é…

  1. Cristina Silveira disse:

    Boa noite!
    Meu nome é Cristina Silveira, pesquiso blogs de educadores em meu mestrado e gostaria de fazer uma entrevista com vc.
    Seria possível?
    Aguardo seu retorno. Meu email é mariacristinasilveira@gmail.com
    Um abraço.
    Cristina

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