A Comunicação Não-Violenta (CNV) em contextos educacionais durante a pandemia: uma abordagem mais do que necessária

A Comunicação Não-Violenta (CNV) é uma abordagem que surgiu da necessidade de um olhar sensibilizado para a segregação racial nos Estados Unidos, nos anos 60, pelo Psicólogo Marshall Rosenberg (em outro post escreverei com mais detalhes sobre este assunto). A CNV proporciona profundidade mútua na relação dos envolvidos num determinado contexto, na possibilidade plena de expressão e compreensão. Na escola, é possível, colocar a CNV em ação e aproximar professores e alunos, sem julgamentos moralizadores ou comparações.

Os protagonistas da Educação, os Professores, sabem que a rotina pedagógica de uma instituição escolar é permeada por desafios, tanto no âmbito da ausência, como no manuseio inadequado, a respeito: do acompanhamento familiar à vida escolar dos estudantes, do acesso ao professor às ferramentas tecnológicas ou materiais escolares, da prática de metodologias ativas de ensino, entre outras. Nos tempos atuais, a pandemia enfatizou uma necessidade ainda mais urgente para a escola: a comunicação, seja ela escrita, verbalizada, síncrona ou assíncrona. Um refinamento da capacidade que ela, a escola, já tem sobre como participa ou torna comum o saber erudito.

Não é necessário que todos os envolvidos em uma situação tenham pleno conhecimento sobre a CNV. Na escola, se o professor assimilar o processo da CNV como uma abordagem de comunicação metodológica, ou seja, com o domínio de seus princípios, conseguirá, ainda que leve algum tempo, cultivar novos enfoques para os relacionamentos.

Para saber mais:

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006

Sobre walkiriaroque

Adolescente em conflito com a lei (Socioeducação), especialista em Psicopedagogia e graduação em Pedagogia. Cursou o PROFA - Programa de Formação de Professores Alfabetizadores e ainda o Magistério, no CEFAM - período integral. Atua na área da Educação há 24 anos. Tem experiência no Ensino Fundamental desde 1999, como Docente, Diretora, Coordenadora Pedagógica e Supervisora de Ensino. No Ensino Superior, atua desde 2005, na Graduação e Pós-graduação, como Docente, Coordenadora de Curso, Supervisora de estágios e Diretora geral de Unidade. Foi membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Taboão da Serra / SP, representante governamental da Educação, no período de 2013 a 2015. Desde julho de 2018, faz parte do Banco de Avaliadores do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - BASis, na área de Cursos de Graduação do SINAES. Atualmente é Coordenadora Pedagógica no IBFC e cursa a Pós-Graduação Conciliação e Mediação de Conflitos. Principais habilidades: gerenciamento de conflitos, liderança, capacidade para lidar com prazos e metas, postura adequada, comprometimento com resultados.
Esse post foi publicado em CNV Comunicação Não-Violenta e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

6 respostas para A Comunicação Não-Violenta (CNV) em contextos educacionais durante a pandemia: uma abordagem mais do que necessária

  1. railda.cs@gmail.com disse:

    Obrigada minha eterna professora por me enviar esse canal. Um dia abençoado para você.

  2. ÁGATA APARECIDA DOURADO disse:

    Vizinha e Colega… Ótimo assunto para se tratar neste momento e sempre necessário para nós. Gratidão por compartilhar e farei o mesmo, merecemos o SABER.

  3. Carolina disse:

    Muito bom compartilhar saberes com vc Wal. Grande beijo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s