FILME O MILAGRE DE ANNE SULLIVAN

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Ficha técnica:

Título original: The Miracle Worker

Gênero:Drama

Ano de lançamento:1962

Estúdio:Playfilm Productions

Direção: Arthur Penn

Roteiro:William Gibson, baseado em peça teatral de William Gibson

Produção:Fred Coe

Música:Laurence Rosenthal

Fotografia:Ernesto Caparrós

Fireção de arte:George Jenkins

Figurino:Ruth Morley

Edição:Aram Avakian

Cor: preto e branco

Duração: 1h47

Sinopse: A incansável tarefa de Anne Sullivan (Anne Bancroft), uma professora, ao tentar fazer com que Helen Keller (Patty Duke), uma garota cega, surda e muda, se adapte e entenda (pelo menos em parte) as coisas que a cercam. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança.

http://linguagemgeografica.blogspot.com.br/2015/04/o-milagre-de-anne-sullivan.html

 EIXOS NORTEADORES DE REFLEXÃO

  1. Transcreva o posicionamento dos pais de Helen quando descobrem que ela possui deficiência visual e auditiva.
  2. Por que a atuação da professora incomodava tanto os pais de Helen, num primeiro momento do história?
  3. No final do filme, percebe-se a intervenção de Anne Sullivan na “alfabetização” de Helen. Como podemos verificar tal afirmação? Transcreva um trecho do filme.

 

 

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Alfabetização e Letramento – Em busca da qualidade em alfabetização: em busca… de quê?

A qualidade na Educação Básica, segundo SOARES (1995)

Segundo SOARES (1995) a qualidade na Educação Básica implica no exercício de pesquisas, estudos e seminários, fatores determinantes para a qualidade da alfabetização oferecida às crianças desde o início de seu processo de escolarização. Duas perspectivas demonstram o impacto dessas atividades relacionadas à prática docente. A saber:

  1. Relativas ao processo de aprendizagem: metodologias, fatores intra e extra-classe, materiais didáticos, formação do professor, ritmos das crianças para serem alfabetizadas (tempo de aprendizagem), etc;
  2. Relativas ao produto: providências com relação aos resultados dos processos de aprendizagem e do conhecimento que realmente foi aprendido pelos alunos. Nesta perspectiva, os índices de evasão / retenção deverão ser considerados.

Assim, a autora sugere que se essa qualidade for entendida como “propriedade, atributo, condição” (como aponta o dicionário)  não se pode perder de vista o contexto social, econômico, político, cultural e educativo em que ocorram essas práticas, ou seja, não são isoladas, descontextualizadas, ímpares. Os conceitos de alfabetização e letramento já representam um dificultador na efetivação de tais práticas qualitativas, pois não há clareza, por parte dos professores, de seus significados.

Este pequeno texto refere-se à temática do capítulo 3 do livro abaixo.

SOARES, Magda Becker. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 1995

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Alfabetização e Letramento – Língua escrita, sociedade e cultura: relações, dimensões e perspectivas.

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ELO ENTRE LÍNGUA ESCRITA, SOCIEDADE E CULTURA

O conceito de alfabetismo = letramento (na época da escrita do texto -1998 alfabetismo era o que hoje chamamos de letramento, que só foi utilizado como expressão a partir de 2001) pressupõe que o indivíduo “mais do que o domínio da “tecnologia” do ler e do escrever, também saiba fazer uso dela, incorporando-a para a seu viver, transformando assim seu estado ou condição, como conseqüência do domínio dessa tecnologia” (SOARES, 1995, p. 07). Esta “atitude”, consciência crítica, requer desse indivíduo uma gama de comportamentos de natureza complexa e qualitativa que estão intrinsicamente ligados ao uso da leitura e da escrita.

Dimensões do alfabetismo – letramento

a) Individual

Habilidades – ler / escrever, que são processos distintos.

Ler:

– decodificar palavras escritas até a compreensão de um texto;

– apreender o sentido de um texto escrito;

– interpretar seqüência de idéias, acontecimentos, comparações, etc;

– antecipar do significado de um texto;

– perceber a pertinência do que foi lido, avaliar.

Escrever:

– transcrever sons, comunicar-se adequadamente, expressar idéias, organizar pensamentos, etc;

– ortografia, pontuação, seleção de informações relevantes sobre o tema do texto, perfil do leitor de sua escrita, organizar objetivos de um texto, de que maneira prefiro escrever (gênero)

 b) Social

Autonomia do indivíduo diante de suas habilidades de leitura e escrita, em determinado contexto.

“Práticas sociais associadas à leitura e à escrita”.

Alfabetismo funcional = “indivíduo funcione adequadamente num contexto social”.

Alfabetismo – letramento = “como a leitura e a escrita são concebidas e praticadas num contexto social” (o quê, como, quando e por quê ler e escrever), sua prática, seu exercício.

Paulo Freire (1921-1997) conceituava a alfabetização como a forma que o indivíduo tem de tornar-se “consciente” de sua realidade para transformá-la. Essa ideia já demonstrava o conceito de letramento, mas na época, ainda não estava nomeado.

O alfabetismo (letramento) considera algumas perspectivas extremamente importantes para a compreensão de seu conceito:

a) histórica e antropológica = os sistemas de escrita foram instituídos em diferentes locais, grupos, culturas, critérios de organização, que ao serem estudados oferecem nova perspectiva a respeito da construção da língua que temos hoje;

b) sociológica = compreensão da leitura e escrita como práticas sociais;

c) psicológica = pressupõe a percepção a respeito da estrutura de pensamento de indivíduos alfabetizados (ou não) e os recursos que mobilizam para a assimilação do mundo (alfabetizado);

d) sociolinguística = análise da relação língua oral e escrita;

e) discursiva = sobre a construção do discurso (oral e escrito);

f) textual = informatividade (coerência e coesão);

g) literária = é composta pela diversidade dos gêneros literários;

h) educacional = tratam-se das metodologias para propiciar o alfabetismo – letramento;

i) política = refere-se aos objetivos do alfabetismo.

Alfabetização
Compreensão do código escrito, signos e seus significados;
Leitura como codificação e decodificação.

Letramento
Refletir, interpretar, ler e compreender textos, leitura de mundo
Função social;
Respeito às diferenças culturais;
Libertação, construção da autonomia.

Para saber mais:

Este pequeno resumo refere-se ao capítulo 2 do livro abaixo.

SOARES, Magda Becker. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 1995

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Alfabetização e letramento – As muitas facetas da alfabetização

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“Uma teoria coerente da alfabetização deverá basear-se em um conceito desse processo suficientemente abrangente para incluir a abordagem mecânica do ler/escrever; o enfoque da língua escrita como um meio de expressão/compreensão, com especificidade e autonomia em relação à língua oral e ainda, os determinantes sociais das funções e fins da aprendizagem da língua escrita”. (SOARES, 2003, p.18)

Alguns aspectos não podem ser desconsiderados para a alfabetização. Entre outros, alguns mais  relevantes:

  1. O contexto cultural, social e familiar do aluno. Onde vive? Com quem convive? Como é composta sua família? Que vínculos estabelece com ela?
  2. A formação de seu professor, sua tendência educacional, sua metodologia de trabalho, enfim, sua ideologia a respeito de como se ensina e como se aprende;
  3. Ferramentas / materiais didáticos que serão considerados para a alfabetização (o que se tem à disposição).

Essas referências implicam em todo o processo de alfabetização. As diferentes áreas do conhecimento, a Psicologia, a Sociologia, a Biologia, por exemplo, oferecem suporte na complexidade do processo de alfabetizar, pois auxiliam na compreensão macro a respeito do aluno, das relações estabelecidas dentro e fora da escola, dos implicantes sociais que permeiam a alfabetização (o preconceito a quem não é alfabetizado), até mesmo seus aspectos físicos/biológicos (deficiências de ordem física, cognitiva, nutricional, etc).

CONCEITO DE ALFABETIZAÇÃO

Alfabetização, num sentido mais restrito, significa “aquisição do alfabeto”, domínio do código da língua escrita, ou seja, ter habilidades de leitura e escrita.

Exemplo considerado por Magda Soares para vislumbrar este conceito:

  • Pedro já sabe ler. Pedro já sabe escrever.
  • Pedro já leu Monteiro Lobato. Pedro escreveu uma redação sobre Monteiro Lobato.

A partir desta conceituação, deve-se considerar, segundo Soares:

1- “A língua escrita não é uma mera representação da língua oral”.

2 – “Alfabetização é diferente de letramento” (será apresentado em outro post);

3 – “Alfabetização deve ser compreendida como processo individual – social”

A alfabetização caracteriza-se como um processo multifacetado, já que diferentes profissionais podem atrelar-se em prol do mesmo objetivo. Assim, pode-se dizer que seja um trabalho de interdisciplinaridade.

A abordagem cognitiva (Piaget/Emília Ferreiro), por exemplo, instiga uma visão mais abrangente com relação ao respeito às aquisições do aluno, seus conhecimentos prévios e perspectivas, diferentemente de um posicionamento mais tradicional, que pressupõe pré-requisitos como necessários para alfabetizar.

Para saber mais:

Este pequeno resumo refere-se ao capítulo 1 do livro abaixo.

SOARES, Magda Becker. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2003

 

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SESSÃO PIPOCA – FILMES PARA EDUCADORES

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FILME QUANDO TUDO COMEÇA

Título original: Ça commence aujourd’ hui – França – 1999

Tempo: 117 min

Elenco: Philippe Torreton, Maria Pitarresi.

SINOPSE

O filme apresenta a história de Daniel Lefebvre, professor e diretor de uma escola pública da pequena cidade de Hernaing, na França, em 1998. A cidade sofre com o fechamento das minas de carvão e enfrenta uma taxa alarmante de 34% de desemprego. Os professores são aconselhados a não se envolver com os problemas crônicos da comunidade, mas é impossível para Daniel permanecer imune à miséria, à falta de assistentes sociais, à indiferença do governo e aos sérios problemas domésticos que suas crianças enfrentam. Quando Tudo Começa traz muito mais do que uma denúncia, conclama à ação. A indignação do professor Daniel se apresenta como um vigoroso protesto contra as políticas sociais implantadas na França, em plena vigência do “neoliberalismo”.

(https://cinemahistoriaeducacao.wordpress.com/cinema-e-pedagogia/quando-tudo-comeca/)

PROPOSTAS DA PROFA. WALKIRIA ROQUE

TEMÁTICAS A SEREM OBSERVADAS NO FILME

  • Situação das famílias – contexto socioeconômico;
  • Relação familiar – pais e filhos – conflitos e afetividade;
  • Relação professor/famílias – proximidade ou distanciamento?
  • Relação professor/alunos – opção pedagógica da escola e dos profissionais;
  • Relação educação/assistência social – ausência de diálogo e trabalho conjunto;
  • Papel da direção da escola.

EIXOS NORTEADORES DE REFLEXÃO

  • Como o contexto socioeconômico interfere no trabalho da escola?
  • De que forma podemos caracterizar a gestão do diretor da escola? Justifique.
  • Como se pode considerar a atuação do inspetor (supervisor de ensino) e dos sistemas de pontuação que ele postula? Eles auxiliam para a melhoria na qualidade de ensino? Justifique sua resposta.
  • Que significado tem a ação pedagógica desenvolvida no final do filme? Quais suas vantagens? Quais suas dificuldades?
  • A respeito das escolas infantis e creches públicas brasileiras (seu estágio) e do que você viu no filme, quais são as principais diferenças e semelhanças deste nível escolar? Como você as explica?
  • Descreva três atividades pedagógicas diferentes aplicadas na escola. Procure identificar o objetivo de cada uma delas.
  • Como é retratada a parceria família-escola?

 

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Brinquedoteca, brinquedo e brincadeira

 

“A brinquedoteca é o espaço criado com o objetivo de proporcionar estímulos para que a criança possa brincar livremente”. (SANTOS, 2011, p.13)

                                As bases teóricas que sustentam a Pedagogia ao longo dos anos demonstraram a importância do ato de brincar, da brincadeira, da ludicidade para o desenvolvimento dos aspectos afetivos, sociais e cognitivos infantis. Desta forma, a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais de Pedagogia[1], que priorizam as atividades teórico-práticas do curso, novas perspectivas metodológicas começaram a surgir. Assim, desde a década de 80, as brinquedotecas já podiam ser encontradas pelo Brasil, e até hoje enfrentam dificuldades para serem reconhecidas e valorizadas em nível educacional.

                               Os objetivos de uma brinquedoteca necessitam de objetividade para que possam proporcionar atividades dirigidas, ricas em potencial educativo, criativo, sensível e de possibilidades lúdicas. “Brinquedoteca é o espaço para brincar. Não é preciso acrescentar mais objetivos, é preciso valorizar a ação da criança que brinca, é preciso transcender o visível e pressentir a seriedade do fenômeno” (SANTOS, 2011, p. 21).

                               O brinquedo exerce grande papel para a criança, ora como objeto, ora como brincadeira. Exemplo: uma boneca isoladamente é apenas uma boneca, mas pode-se a partir dela, brincar de “mamãe e filhinha”. É importante que o educador tenha esta consciência do uso do brinquedo e de seu contexto. Teorizando, o brinquedo como representação lembra-nos de Vygotsky, com seu conceito de mediação simbólica – relação homem-mundo, e Piaget, com o chamado jogo simbólico, que refina a relação das funções afetiva/cognitiva.

                               Discussões a respeito do espaço destinado a uma brinquedoteca, bem como a intervenção do adulto nesta proposta ficam abertas, necessitam de embasamento pedagógico para se efetivarem, de acordo com o contexto em que estiverem inseridas.

Para saber mais:

SANTOS, Santa Marli Pires dos. Brinquedoteca, o lúdico em diferentes contextos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

[1] http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=12991

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Como promover a aprendizagem baseada em problemas

“A aprendizagem baseada em problemas (ABP) é uma estratégia em que os estudantes trabalham com o objetivo de solucionar um problema. Trata-se, portanto, de uma estratégia de ensino centrada no estudante, que deixa o papel de receptor passivo e assume o de agente e principal responsável pelo seu aprendizado”
(p. 175).

Nessa abordagem o professor é visualizado como o facilitador da aprendizagem: organiza o trabalho dos alunos. Segundo o autor, o professor elabora um problema e o apresenta aos alunos, como o propósito de que sua resolução seja apontada por eles. A formulação de hipóteses se inicia, com o devidos registros para posterior discussão. Tal metodologia deve envolver todo o currículo do curso, numa proposta interdisciplinar.

A fundamentação teórica está apoiada em autores já apresentados: Piaget, Vygotsky, Paulo Freire, entre outros, mas a maior contribuição vem, “no entanto, do construtivismo, que se fundamenta no princípio de que os aprendizes não copiam nem absorvem ideias do mundo externo, mas constroem seus conceitos por meio da observação e experimentação ativa e pessoal” (p. 177).

Vantagens dessa metodologia
A responsabilidade pela própria aprendizagem, bem como o desenvolvimento do trabalho em equipe demonstram pontos bastante positivos dessa abordagem metodológica. A interdisciplinaridade também se apresenta como ponto favorável, já que para resolver os problemas os alunos necessitarão de seus referenciais mais amplos, todo o seu repertório intelectual e de experiências como o referido tema. Entende-se que com essa dinâmica, do “pensar”, o aprendizado do aluno torne-se mais efetivo, com grande significado.

Limitações
O tempo de cada disciplina no Ensino Superior, o tipo de problema a ser apresentado aos alunos, a tarefa de acompanhar a resolução do problema pelo professor e a delicadeza do processo de avaliação constituem algumas limitações desse tipo de proposta, pois se não forem sistematicamente organizadas, poderão levar ao fracasso da aula.

São exemplos de atividades desenvolvidas a partir da aprendizagem baseada em problemas:
Estudos de caso, dramatizações e jogos.

Para saber mais:
Esse texto trata-se do resumo das ideias do capítulo 11 do livro
GIL, Antônio Carlos. Didática do Ensino Superior. São Paulo: Atlas, 2013.

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