IA na alfabetização: prompts estratégicos para planejar melhor

Usar IA não é pedir “atividades prontas”, é saber perguntar com clareza pedagógica. A qualidade da resposta depende da qualidade do prompt.

Para solicitar sequências didáticas por hipótese

“Crie uma sequência didática para alunos em hipótese silábica com foco na relação fonema-grafema. Inclua objetivos de aprendizagem, etapas da aula, intervenções do professor e estratégias de avaliação formativa. ”

“Proponha uma sequência para alunos em nível silábico-alfabético com textos do cotidiano infantil e atividades que promovam avanço para a hipótese alfabética. ”

“Elabore uma sequência de cinco aulas para turma heterogênea, contemplando atividades diferenciadas e momentos coletivos de reflexão sobre o sistema de escrita. ”

Para planejar rotinas semanais

“Organize uma rotina semanal para turma de 1º ano com diferentes hipóteses de escrita, incluindo leitura diária, escrita espontânea, jogos linguísticos e intervenções por grupo. ”

“Monte um planejamento de cinco dias com foco no avanço da hipótese silábica para silábico-alfabética, com propostas lúdicas e mediação intencional. ”

Para definir critérios de acompanhamento formativo

“Liste critérios de acompanhamento considerando evolução das hipóteses de escrita, participação nas atividades e autonomia na produção textual. ”

“Crie um modelo de registro individual com indicadores de observação e sugestões de intervenção. ”

Bons prompts não substituem o planejamento docente, eles o potencializam. A IA organiza, amplia repertório e economiza tempo operacional. O professor interpreta, decide e intervém. E quando tecnologia se alinha à intencionalidade pedagógica, a alfabetização deixa de ser tentativa e passa a ser processo estruturado, consciente e estratégico. É sobre usar ferramenta com propósito. E propósito, na educação, sempre começa no professor.

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Entre hipóteses e algoritmos: planejamento alfabetizador com base em Emília Ferreiro

Planejar por hipótese de escrita significa planejar a partir do que a criança pensa sobre o sistema de escrita — como nos ensina Emília Ferreiro. A criança não “erra”, ela formula hipóteses sobre a construção e o funcionamento da língua. E é a partir dessas hipóteses que o professor organiza intervenções. A IA pode apoiar esse processo de forma estratégica.

1. Organização das hipóteses

A partir dos registros das produções da turma (sem exposição de dados sensíveis), é possível solicitar:

  • Organização por níveis: pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética;
  • Sugestões de agrupamentos produtivos;
  • Propostas diferenciadas por hipótese.

Isso otimiza tempo e favorece planejamento intencional, especialmente em turmas numerosas.

2. Atividades específicas por hipótese

Para alunos em nível pré-silábico, pode sugerir atividades de comparação entre palavras, exploração de quantidade mínima de letras e jogos com o próprio nome.

Para hipótese silábica, listas com diferentes estruturas silábicas, propostas de conflito cognitivo e contagem oral de sílabas antes da escrita.

Para nível silábico-alfabético, produção de pequenos textos com banco de palavras, revisão coletiva e ditado reflexivo.

Para alunos alfabéticos, ampliação de repertório textual, produção de gêneros simples e revisão ortográfica contextualizada.

A IA gera variações rapidamente. O professor mantém o foco no cognitivo.

3. Perguntas que promovem reflexão

O conflito cognitivo é elemento central na teoria de Ferreiro. A IA pode sugerir perguntas como:

– Por que você usou essa quantidade de letras?
– Essa palavra se parece com qual outra que já escrevemos?
– O que muda se trocarmos essa letra?

A IA amplia repertório, mas é o professor quem conduz a reflexão.

4. Planejamento estruturado

A IA também pode apoiar na elaboração de:

  • Sequências didáticas por nível;
  • Rotinas semanais com foco em avanço de hipótese;
  • Critérios de acompanhamento formativo.

Isso fortalece um planejamento baseado em evidências, não em atividades aleatórias.

Tecnologia não interpreta a criança. O olhar pedagógico continua sendo humano.

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IA na educação: tecnologia com intencionalidade pedagógica

A Inteligência Artificial já faz parte do cotidiano escolar. No Ensino Fundamental I, especialmente no ciclo de alfabetização, ela pode ser uma aliada potente. Não para substituir o professor, mas para ampliar possibilidades com estratégia.

Quando utilizada com intencionalidade pedagógica, a IA contribui para:

✔ Planejamento mais estruturado e contextualizado;
✔ Atividades diferenciadas por hipótese de escrita;
✔ Produção de textos ajustados ao nível de leitura da turma;
✔ Construção de avaliações formativas;
✔ Organização de intervenções mais precisas.

Na alfabetização, esses ganhos se tornam ainda mais evidentes.

Ela pode apoiar a geração de pequenos textos com vocabulário adequado à fase de leitura da turma, auxiliar na criação de listas de palavras por campos semânticos, sugerir parlendas e poemas para exploração do sistema alfabético, propor jogos linguísticos focados na relação fonema–grafema e colaborar na elaboração de sondagens diagnósticas com diferentes níveis de complexidade. De toda forma há um ponto central: a IA sugere, quem decide é o professor.

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Comunicação Não Violenta (CNV) – aplicação em contextos educacionais – abordagem metodológica

“Para ter certeza de que a mensagem que enviamos é a mesma que foi recebida, podemos pedir ao ouvinte que a repita para nós”.[1]

De posse dos conceitos (básicos) de constituição da CNV, o professor pode considerar uma nova maneira de tratar a realidade com sua turma de alunos, que pode ser definida como a abordagem metodológica que assumirá perante os conflitos que possam vir a se instalar no grupo.

Observação sem avaliação

“Quando combinamos observação com avaliação, as pessoas tendem a receber isso como crítica”. [2]

É bastante importante para o professor manter a observação distante da avaliação. Num primeiro momento essa proposta pode causar estranheza, mas com a prática, será notado que tal postura colabora para um olhar mais específico sobre o conflito instalado entre as crianças. Muitas vezes, nós professores, generalizamos os comportamentos dos alunos, especialmente aqueles que se apresentam fora dos “padrões de boa conduta”, por exemplo. O que a CNV nos traz é um convite a refletirmos na especificidade do momento e do contexto, para que possamos isentar nossa observação de avaliação.

Exemplos:

Claudia é uma boa aluna – contém avaliação = Boa aluna a partir de qual critério? Pedagógico? Comportamental? Tem critério subjetivo, de caráter particular na visão do professor.

Claudia desenvolve as atividades em sala de aula com dedicação – é uma constatação. Tem critério objetivo com relação à postura da aluna.

Reconhecimento das necessidades = raiz dos sentimentos

“Quando expressamos nossas necessidades, temos mais chances de vê-las satisfeitas”. [3]

Ao observar a comunicação entre os alunos, o professor pode identificar algumas necessidades motivadoras de conflitos: confiança, pertencimento a um grupo, apoio, segurança emocional, consideração, diversão, proteção, toque, etc. Indico que pesquisas sejam realizadas por professores para que possam ter facilidade nesta observação, já que necessidades não atendidas, especialmente após um tempo de manifestação, podem se tornar sentimentos.

Identificação e expressão de sentimentos

“Expressar nossa vulnerabilidade pode ajudar a resolver conflitos”. [4]

Necessidade não atendida se consolida em sentimento, que muitas vezes, pode ser mascarada pelas crianças. Elas não foram ensinadas a expor o que sentem, pelo contrário, em algumas famílias, extremamente tradicionais, as crianças não podem, sequer, chorar.

O professor, ao observar raiva, irritação, frustração, tristeza, ansiedade, medo na expressão de algumas crianças, necessitará de pausa para percepção de suas necessidades lacunadas.

Neste contexto, a CNV aponta para a apresentação das vulnerabilidades que possuímos. Para as crianças não é tão complicado demonstrar aquilo que não conseguem lidar, que não tem domínio, basta que seja treinada sempre que possível, para que se torne uma prática.

Com esses apontamentos, o professor pode organizar novas intervenções com as crianças, de modo que se sintam mais acolhidas e compreendidas, e aos poucos, constitua novo perfil de comunicação entre elas, já na prática da CNV.

 [1] ROSENBERG, 2006, p.113.  

[2] ROSENBERG, 2006, p.50.

[3] ROSENBERG, 2006, p.84.

[4] ROSENBERG, 2006, p.67.

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Características da CNV Comunicação Não Violenta (Parte II)

“Analisar os outros é, na realidade, uma expressão de nossas necessidades e valores”. [1]

Na continuidade das características da CNV, novos conceitos que também propiciam as possibilidades resolutivas dos conflitos.

Escuta ativa

O movimento de escuta ativa requer entrega dos participantes para a compreensão mais autêntica do tema a ser tratado na conversa, que implica dizer que a disponibilidade das pessoas precisa ser total para que esse objetivo seja alcançado. Não interromper a fala do outro, até que se extinga, por exemplo.

Clareza

É a abordagem necessária na apresentação das temáticas para que sentimentos e/ou necessidades possam ser apreendidos, assimilados com objetividade, sem abertura para diferentes interpretações.

Conexão

A ligação entre aqueles que dialogam é considerada como conexão. Quanto maior o envolvimento dos participantes na conversa, maior a conexão. Aquela aula em que você nem percebeu o tempo passar, por exemplo, demonstra claramente a importância da conexão. Sem ela, não é possível legitimar sentimentos e/ou necessidades das pessoas.

 [1] ROSENBERG, 2006, p.38

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Características da CNV Comunicação Não Violenta (Parte I)

“O pensamento baseado em quem merece o quê bloqueia a comunicação compassiva”[1]

Rosenberg apresenta em seu livro, pesquisas de outros autores que sustentam a relação entre expressões de julgamento entre as pessoas e a incidência do uso da violência, pelo fato de emergir a vulnerabilidade em que estejam inseridas. Aponta, então, que a primeira transposição necessária para efetivação da CNV é o deslocamento do juízo de valor, da crítica, da comparação, para a empatia.

Empatia

O primeiro conceito chave da CNV é a empatia. Ela trata da compreensão emocional da situação da vivência de outra pessoa. É como ouvir uma recomendação de nossas avós e mães, de maneira plena: – “Se coloque no lugar dos outros e perceba como se sente” … Para que essa constituição empática indique proximidade ao sentimento legítimo da pessoa que nos relata alguma situação, segundo Rosenberg, é necessário possibilitar que nossa “compaixão natural floresça”[2], alcançada com a habilidade de enxergar a realidade a partir dos olhos do outro.

Acolhimento

A empatia proporcionará o acolhimento a demanda do outro, o que significa real sensibilidade ao seu sentimento: receber, sem críticas, comparações, e ainda, juízos de valor, já que estes estimulam expressões agressivas.

Compaixão

Com a empatia e o acolhimento interiorizados, a compaixão se configurará como sinônimo de “sentir junto de alguém”, respeitar e reconhecer suas necessidades, não mais com o tradicional conceito de pena, piedade, dó, que usualmente é utilizado pelas pessoas. É o movimento que proporcionará a conexão, a ligação com a outra pessoa.


[1] ROSENBERG, 2006, p. 46.

[2] ROSENBERG, 2006, p. 32.

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Os quatro componentes da CNV Comunicação Não-Violenta

A dinâmica da CNV está pautada em quatro componentes, relacionados abaixo:

  1. Observação

A observação é o primeiro ponto para a imersão nesta abordagem. Não se trata de uma observação corriqueira, mas sim, daquela que seja desprendida de juízo de valor: observar sem julgar é sua primeira premissa. O que alguém diz ou faz a nós necessita de uma devolutiva objetiva, ou seja, a comunicação se aquela “mensagem”, de alguma forma, foi ou não do nosso agrado.

  • Sentimento

O segundo momento trata da identificação de como nos sentimos ao observar aquela ação, que impacto ela nos causa.

  • Necessidades

Agora, Rosenberg nos direciona sobre o reconhecimento de quais necessidades podem estar associadas a esse sentimento sobressaltado.

  • Pedido

Esta etapa indica especificidade no que se deseja do outro, um pedido objetivo, uma ação que preconize o enriquecimento de nossas vidas.

Para compreender melhor: a mãe de um adolescente, ao observar suas roupas deixadas pela casa, lhe diz: – Pedro, quando observo suas roupas fora do local adequado (limpas no quarto e sujas no cesto), fico irritada, porque perco muito tempo na organização da casa. Preciso de mais ordem no espaço que compartilhamos.

Esta é a primeira parte da CNV, expressar de maneira objetiva o que nos é emergente. A segunda parte, trata da maneira pela qual recebemos esses quatro componentes do outro. O autor considera que a interdependência desses dois elementos será decisiva para se estabelecer “um fluxo de comunicação dos dois lados”[1].

Para saber mais:

A girafa é considerada símbolo da CNV por conta de suas características – possui o maior coração (órgão) entre os mamíferos terrestres e seu longo pescoço proporciona visão panorâmica, mais abrangente sobre a realidade.


[1] ROSENBERG, 2006, p. 26.

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O que é CNV Comunicação Não-Violenta

Pode ser compreendida como uma forma de comunicação que pressupõe conexão, ligação entre os envolvidos de modo a compreender suas demandas, necessidades, pedidos. Segundo o autor, Marshall Rosenberg, a CNV “se baseia em habilidades de linguagem e comunicação que fortalecem a capacidade de continuarmos humanos, mesmo em condições adversas”[1], não tão favoráveis. Especialmente no contexto escolar durante a pandemia, ressalta-se a necessidade de uma intervenção cujo referencial seja aproximar o grupo escolar, seja na relação professor-aluno, na relação gestão-professores, ou ainda, aluno-aluno, já que a realidade que se impõe é de distanciamentos físicos e emocionais.

Nesta abordagem não há juízo de valor para “certo” e “errado”, “bom” ou “ruim”, “justo” ou “injusto”, tampouco críticas. A verdadeira essência da proposta é a expressão de sentimentos e necessidades, bem como a compreensão, num movimento de escuta ativa, caracterizada como “compaixão” por Rosenberg. O que propõe é que haja contato, ligação legítima com o outro e comigo mesmo, numa relação de empatia. Considera que a maneira como nos comunicamos com o outro, ou seja, como nos aproximamos das pessoas para dirigir-lhes a palavra, e como damos atenção ao que elas têm a nos dizer, é a principal questão de conflitos.

O autor nos auxilia na compreensão da CNV quando lhe atribui quatro componentes:

  1. Observação;
  2. Sentimento;
  3. Necessidades;
  4. Pedido.

Para saber mais: Marshall Rosenberg, americano, psicólogo, nasceu em 1934 e faleceu em 2015. Nos anos 60, iniciou seu trabalho como orientador educacional em escolas, período de grandes movimentos americanos sobre os direitos civis de igualdade sobre as etnias. Essa experiência lhe proporcionou repertório para constituição das bases da CNV.


[1] ROSENBERG, 2006, p. 21.

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A Comunicação Não-Violenta (CNV) em contextos educacionais durante a pandemia: uma abordagem mais do que necessária

A Comunicação Não-Violenta (CNV) é uma abordagem que surgiu da necessidade de um olhar sensibilizado para a segregação racial nos Estados Unidos, nos anos 60, pelo Psicólogo Marshall Rosenberg (em outro post escreverei com mais detalhes sobre este assunto). A CNV proporciona profundidade mútua na relação dos envolvidos num determinado contexto, na possibilidade plena de expressão e compreensão. Na escola, é possível, colocar a CNV em ação e aproximar professores e alunos, sem julgamentos moralizadores ou comparações.

Os protagonistas da Educação, os Professores, sabem que a rotina pedagógica de uma instituição escolar é permeada por desafios, tanto no âmbito da ausência, como no manuseio inadequado, a respeito: do acompanhamento familiar à vida escolar dos estudantes, do acesso ao professor às ferramentas tecnológicas ou materiais escolares, da prática de metodologias ativas de ensino, entre outras. Nos tempos atuais, a pandemia enfatizou uma necessidade ainda mais urgente para a escola: a comunicação, seja ela escrita, verbalizada, síncrona ou assíncrona. Um refinamento da capacidade que ela, a escola, já tem sobre como participa ou torna comum o saber erudito.

Não é necessário que todos os envolvidos em uma situação tenham pleno conhecimento sobre a CNV. Na escola, se o professor assimilar o processo da CNV como uma abordagem de comunicação metodológica, ou seja, com o domínio de seus princípios, conseguirá, ainda que leve algum tempo, cultivar novos enfoques para os relacionamentos.

Para saber mais:

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006

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Live – 25 de agosto de 2020 – Dicas escolares para pais ou responsáveis de crianças de 6 a 10 anos durante o período de quarentena

A seguir, apresentarei dicas que considero importantes aos pais com crianças de seis a dez anos, em casa, no período de pandemia, como forma de otimizar as atividades pedagógicas domiciliares.

  • Hábito de estudos

Importância de se estipular um horário para estudo diário – lições de casa;

Tentativa de mais um referencial saudável, de prazer com o aprendizado;

Passa a ser um hábito, uma atividade da rotina da criança, que precisa significar ganho, aprendizado, treino, prazer e não castigo, nervoso, ansiedade;

Sem lição de casa – leitura de interesse da criança (gibi, tirinha, alguma leitura atraente para a criança, por exemplo).

 

  • Estímulo à aprendizagem

Jogos e brincadeiras são exemplos de estímulo à aprendizagem de forma que a criança nem perceba que está aprendendo um conteúdo de cunho pedagógico;

Revistinhas do tipo “Coquetel”, com desafios, jogos, palavras cruzadas, caça-palavras, jogo do sete erros, podem auxiliar;

Exemplo: histórias do pai. Era uma vez um ca… ca… ca… (excelente exercício para crianças em fase de alfabetização), ou a escrita de uma receita de seu prato favorito.

 

  • Importância da rotina

Levantamento e programação das atividades diárias pode diminuir o improviso, a correria e com isso, o stress infantil;

Oferecimento de um referencial de segurança e estabilidade para a criança;

Não precisa ser extremamente rígida, mas organizar, minimamente, as tarefas do dia;

Considerar tempo de brincadeira e descanso nesta rotina.

 

  • Parceria com professores

O professor ou professora foi treinado, como especialista em Educação, para ensinar os conteúdos aos alunos com diferentes técnicas, que chamamos de metodologia de ensino;

Metodologia = como ensinar determinado conteúdo;

As disciplinas são organizadas desta forma na faculdade: não se ensina Matemática propriamente dita num curso de Pedagogia, mas sim, a disciplina de Metodologia da Matemática, L. Portuguesa, etc;

Pais podem não compreender as metodologias mais atuais no ensino de determinados conteúdos. Exemplo: como ensinar a multiplicação com o Material Dourado (idealizado por uma médica e pedagoga italiana para explicar a técnica operatória das 4 operações); Maria Montessori (1870-1952), então, podem  e devem contar com o professor, a professora. Solicitar ajuda, esclarecimentos caso haja qualquer necessidade a respeito de um conteúdo.

 

  • Momento lúdico pós-estudos

Considerar momento de brincadeira livre ou de preferência da criança após os estudos, para que seja um estímulo para ela. Saberá que no final do estudo, terá um momento prazeroso, que vale a pena investir sua atenção para depois brincar como quiser.

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