
Quem estuda para concursos da área da Educação já percebeu uma coisa: Piaget, Vygotsky e Wallon aparecem mais do que café em semana de prova. E não é por acaso. Esses três autores ajudaram a transformar a forma como entendemos o desenvolvimento humano e a aprendizagem — e, convenhamos, já derrubaram muita alternativa “pegadinha” em prova objetiva.
Piaget defendia que a criança constrói o conhecimento ativamente. Nada de aluno como “esponja”. Para ele, aprender é reorganizar esquemas mentais diante de novos desafios. Seus conceitos de assimilação, acomodação e equilibração são clássicos absolutos dos concursos. E os estágios do desenvolvimento? Quase patrimônio histórico das bancas examinadoras.
Já Vygotsky olhava para o desenvolvimento humano com um detalhe decisivo: ninguém aprende sozinho. O conhecimento nasce nas relações sociais, na linguagem, na cultura e na interação com o outro. Sua famosa Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) virou estrela de questões sobre mediação pedagógica. Quando a prova fala em intervenção do professor, aprendizagem colaborativa ou mediação, pode apostar que Vygotsky está rondando as alternativas como um fiscal de concurso silencioso. Entre suas obras mais conhecidas estão “A Formação Social da Mente” e “Pensamento e Linguagem”.
Wallon entra na conversa lembrando algo que muitos esquecem: emoção também ensina. Para ele, afetividade, movimento e inteligência caminham juntos no desenvolvimento humano. Em outras palavras: o aluno não deixa os sentimentos do lado de fora da sala de aula. Sua teoria valoriza o desenvolvimento integral da criança e a construção da identidade nas relações sociais. Quando a banca menciona afetividade, emoção ou formação da pessoa completa, Wallon acende um letreiro luminoso no enunciado. Uma referência clássica do autor é “A Evolução Psicológica da Criança”.
No fim das contas, os três autores parecem até um grupo de estudos pedagógico: Piaget organiza os esquemas mentais, Vygotsky chama os colegas para aprender juntos e Wallon pergunta como todo mundo está se sentindo no processo.
E para quem está estudando para concursos, o segredo não é decorar frases soltas. É compreender a lógica de cada teoria. Porque a banca pode mudar o enunciado, trocar os exemplos, embaralhar os conceitos… mas ela sempre deixa pistas. E esses três autores adoram deixar rastros.
Para saber mais:
https://walkiriaroque.com/2010/11/20/piaget-vygotsky-e-wallon-tripe-teorico-da-educacao-2/
PIAGET — autor referência: Yves de La Taille
• PIAGET, Jean. A Psicologia da Criança. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
• PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária.
🎥 Aula indicada:
Yves de La Taille — Piaget
https://www.youtube.com/watch?v=2OzhE4pX_ng
VYGOTSKY — autora referência: Marta Kohl de Oliveira
• VYGOTSKY, Lev. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes.
• VYGOTSKY, Lev. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes.
🎥 Aula indicada:
Marta Kohl de Oliveira — Vygotsky
https://www.youtube.com/watch?v=T1sDZNSTuyE
WALLON — autora referência: Izabel Galvão
• WALLON, Henri. A Evolução Psicológica da Criança. São Paulo: Martins Fontes.
• GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: Uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil. Petrópolis: Vozes.
🎥 Aula indicada:
Izabel Galvão — Wallon
https://www.youtube.com/watch?v=ebt2iaiV9U8