Formação de professores

Desde minha formação no antigo curso de Magistério – CEFAM – Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério – 1996 – carrego algumas inquietações sobre práticas docentes, das quais compartilharei algumas com vocês. Os índices de analfabetismo tem diminuído, atualmente em torno de 13% da população; a LDB 9394/96 garante “respeito” aos ritmos de aprendizados dos alunos, mas ainda é grande o número de pessoas que não interpreta um simples texto: em torno de 75% da população brasileira não dá sentido ao que lê!*

Alfabeto em EVA

Estes índices apontam uma realidade: se as pessoas procuram a escola, já que o número de analfabetos tem diminuído e se mesmo com este acesso, antes encarado como dificultador da aprendizagem (falta de vagas, falta de escolas, etc) estas pessoas não aprendem tudo o que deveriam aprender, o que é mais adequado para cada nível de ensino, é necessário nos debruçarmos a respeito da figura do professor neste processo.

Qual a sua formação? Que concepção de Educação tem? Qual o seu grau de envolvimento com as atividades que desenvolve?

A formação do professor é um aspecto muito importante para a escola atual, já que interfere decisivamente sobre a aula que ministra:

  • Que visão tem este professor sobre a organização do conhecimento? A Pedagogia Tradicional divide o conhecimento em fatias: as disciplinas. Saber fragmentado. Hoje, de acordo com a Teoria da Complexidade, de Edgar Morin, são necessários três princípios para a compreensão macro da realidade: o dialógico, o recursivo e o hologramático ( em outra publicação detalharei do que se tratam os dois primeiros). O terceiro, o hologramático demonstra a importância desta reciprocidade “todo-parte” do conhecimento.
  • Que fundamentos teóricos embasam seu trabalho pedagógico? A Pedagogia mais Tradicional acredita que as pessoas aprendam através da repetição. As pesquisas atuais demonstram que existem estilos de aprendizagem. Gardner, por exemplo considera que existam diferentes “inteligências”, facilidades para aprender, o que representa alternativa de trabalho para o professor.
  • Sua metodologia de trabalho concebe os diferentes degraus de aprendizado de cada aluno? Uma perspectiva construtivista em Educação solicita do professor um planejamento bastante adequado no tocante à sua metodologia de trabalho: ela deve considerar todos os saberes que os alunos possam ter sobre determinado assunto. Certamente que os conhecimentos prévios destes alunos serão muito diversificados. Assim, o professor necessita de uma prática que valorize as diferentes contribuições dos alunos, já que estas bem orientadas suscitarão novos aprendizados. O termo “agrupamento produtivo” sugere que em salas de aulas, com turmas em alfabetização, por exemplo, coloquemos alunos com níveis similares sobre a hipótese de escrita para realizarem atividades juntos, para  exsistir um desafio a ser extrapolado por eles.
  • Preocupa-se com os dados obtidos em atividades ou avaliações dos alunos? Os dados levantados através de um exercício e/ou avaliação formal – que conceitos os alunos aprenderam, quais não aprenderam, qual a média de acertos e erros da turma, entre outros – devem servir de referencial para a organização das aulas que se sucedem.

* Índices do Censo Demográfico de 2000 (último registro)

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Novidade no ar!

Este blog foi criado com o objetivo de proporcionar reflexões sobre Educação. O que é o espaço escola, quem é o professor, que concepção de aprendizagem é mais adequada para cada perfil de aluno, formação de professores, metodologias de ensino, entre outros assuntos serão abordados para estudos.

Agradeço a visita de todos!

Abraço,

Profa. Walkiria.

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